Mulheres no trem de passageiros falam sobre como é viver à margem da ferrovia, resistindo aos impactos registrados no curso da Estrada de Ferro dos Carajás.
Foto: Vitória Tinoco
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🚆 Uma viagem que revela muito mais do que paisagens, e acontece em muitos tempos. Há o tempo da espera na estação, o tempo das despedidas apressadas, dos reencontros emocionados, dos deslocamentos duradouros, de silêncios e histórias que ocupam o mesmo espaço — e às vezes até se cruzam — no interior dos vagões. Foto: Vitória Tinoco.
🚆 O trem de passageiros da Estrada de Ferro Carajás percorre 861 km entre Maranhão e Pará. Todos os dias, milhares de pessoas embarcam em busca de trabalho, estudo e reencontros. Mas, para quem vive às margens da ferrovia, os trilhos também carregam impactos, memórias e desafios que raramente aparecem nas estatísticas. Foto: Arquivo Mapa da Mina
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💛 As mulheres que fazem do trem parte da vida — Maria Lúcia cresceu vendendo geladinhos pela janela dos vagões. Hoje, segue viajando para rever a filha, levando consigo lembranças de despedidas, saudades e também dos riscos que sempre fizeram parte da rotina de quem vive perto da ferrovia. Foto: Vitória Tinoco
Entre 2020 e janeiro de 2026, a Estrada de Ferro Carajás (EFC) registrou 64 acidentes com 11 feridos e 16 óbitos, com base nos dados da ANTT, que acompanha acidentes ferroviários no país. Em 2026, pelo menos dois novos descarrilamentos já ocorreram, apesar de ainda não terem sido incorporados aos relatórios públicos, cuja última atualização é de 10 de abril. Foto: Genilson Guajajara
🌱 Quando o progresso muda o território— A expansão da ferrovia transformou comunidades, afetou rios, reduziu áreas de extrativismo e alterou o modo de vida de muitas mulheres. Para pesquisadoras e moradores, os impactos ambientais e sociais caminham lado a lado com o avanço da mineração. Foto: Arquivo Mapa da Mina